Mt 14:22–36
INTRODUÇÃO
O texto nos leva para um
momento de transição após um grande milagre — a multiplicação dos pães.
É curioso que, justamente
após alimentar uma multidão, Jesus “obrigou” os discípulos a entrarem no
barco (Mateus 14:22).
A ordem não foi opcional.
Ele sabia que uma tempestade surgiria, mas também sabia que essa tempestade
revelaria algo que a calmaria não revelaria: quem Ele realmente é, e quem
seus discípulos são n’Ele.
O texto diz:
“E logo obrigou Jesus os
seus discípulos a entrar no barco, e ir adiante para o outro lado, enquanto
despedia a multidão.” (Mt 14:22)
“E o barco já estava no meio do mar, açoitado pelas ondas, porque o vento
era contrário.” (Mt 14:24)
A vida cristã é marcada
por ventos contrários.
E Deus não nos isenta
deles.
Mas Ele usa cada
tempestade como um ambiente pedagógico — onde aprendemos fé, confiança e
esperança.
A mensagem quer despertar
sua fé para enfrentar os desafios que possam chegar.
1. Jesus nos envia para
lugares onde a fé amadurece (Mt 14:22–23)
1.
Jesus “obriga” os discípulos a entrar no barco porque há milagres que só
acontecem quando obedecemos sem entender.
2. Ele sobe ao monte para orar: antes de nos ver lutando nas águas, Ele
nos vê em oração.
3. O envio nem sempre é para cenários de paz, mas sempre para lugares
onde Ele se revela mais profundamente.
4. O Senhor nos coloca em trajetórias que nos preparam para o que
viveremos no novo ano.
5. A fé não cresce apenas em cultos e celebrações, mas nos ambientes
difíceis que Deus permite.
ILUSTRAÇÃO BÍBLICA 1 –
Elias no Querite (1 Reis 17:2–7).
Deus envia Elias para um
ribeiro que iria secar — porque a fé amadurece onde parece que tudo está
diminuindo. Assim como Elias aprendeu no lugar que secou, os discípulos
aprenderiam no mar agitado.
2. O vento contrário não
é sinal da ausência de Deus (Mt 14:24–25)
1.
O texto diz: “o vento era contrário” – mas Cristo estava a caminho.
2. O mar estava revolto, mas nada foge ao controle do Deus que fez o
mar.
3. A madrugada escura dos discípulos não impediu Jesus de enxergá-los.
4. O fato de algo parecer difícil não significa que Deus nos abandonou.
5. No fim do ano, muitos ficam dispersos, cansados, esgotados — mas é
justamente nessa hora que Cristo se aproxima.
ILUSTRAÇÃO BÍBLICA 2 –
Hagar no deserto (Gênesis 16:13).
Ela pensou que estava
sozinha, mas Deus a viu e a chamou pelo nome.
Assim também, Deus vê sua tempestade e está caminhando em sua direção.
3. Quando Jesus se
aproxima, Ele sempre confronta nossos medos com Sua verdade (Mt 14:26–27)
1.
Os discípulos acham que Jesus é um “fantasma”: quando o medo domina, a
percepção se distorce.
2. O primeiro milagre aqui não é Pedro andar sobre as águas: é Jesus
falar “Tende bom ânimo, sou eu; não temais.” (Mt 14:27).
3. O medo é alimentado pelo que sentimos, a fé é alimentada pelo que
ouvimos.
4. Jesus não aumenta a tempestade, Ele aumenta a fé — por meio da Sua
voz.
5. Para entrar no novo ano, precisamos substituir a voz do medo pela voz
de Cristo.
ILUSTRAÇÃO BÍBLICA 3 –
Gideão no lagar (Juízes 6:11–16).
Gideão temia os
midianitas, mas Deus o chama de “varão valoroso”.
Cristo faz o mesmo com os discípulos: confronta o medo chamando-os pelo que Ele
vê, não pelo que eles sentem.
4. A fé de Pedro revela
que milagres acontecem quando olhamos para Jesus, não para as ondas (Mt
14:28–31)
1.
Pedro diz: “Senhor, se és tu, manda-me ir ter contigo por cima das águas.”
(Mt 14:28)
A fé verdadeira sempre responde a um chamado de Cristo.
2. Jesus diz: “Vem.” – um convite que atravessa a tempestade.
3. Enquanto Pedro olha para Jesus, ele vence o impossível.
4. Quando olha para o vento, começa a afundar — exatamente o que
acontece quando tiramos os olhos de Cristo.
5. Mesmo quando afundamos, Jesus estende a mão imediatamente — Ele não
abandona quem tentou andar pela fé.
5. Quando Cristo entra no
barco, tudo muda (Mt 14:32–36)
1.
“Quando subiram para o barco, o vento se aquietou.” (v.32)
A paz sempre entra com Jesus.
2. Os discípulos O adoram dizendo: “És verdadeiramente o Filho de
Deus.” (v.33)
A tempestade termina em adoração.
3. No outro lado do mar, eles encontram enfermos que são curados ao
tocar na orla de Jesus (v.35–36).
4. Toda tempestade superada nos prepara para restaurar outros.
5. Um novo ano se aproxima: quem cruza o mar com Jesus chega do outro
lado com propósito renovado, fé fortalecida e esperança viva.
CONCLUSÃO – Convite à
Vida de Fé
Este texto nos mostra
três verdades profundas:
- Jesus nos envia,
mas nunca nos abandona.
- A tempestade é real,
mas Cristo está acima dela.
- A fé nos faz caminhar,
mesmo quando o vento é contrário.
Talvez você entrou hoje
aqui cansado, perdido, com medo, sentindo-se como aquele barco no meio do mar…
Mas Jesus está se aproximando e dizendo:
“Coragem, sou Eu; não
tenha medo.”
Ele quer entrar no seu
barco neste final de ano.
Ele quer atravessar com você para o outro lado.
Ele quer renovar sua fé, sua esperança, seu ânimo.
Ele quer transformar o seu novo ano em um ano de confiança n’Ele.
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