segunda-feira, 22 de dezembro de 2025

Caminhando Pela Fé em Meio às Tempestades


 

Mt 14:22–36

INTRODUÇÃO

O texto nos leva para um momento de transição após um grande milagre — a multiplicação dos pães.

É curioso que, justamente após alimentar uma multidão, Jesus “obrigou” os discípulos a entrarem no barco (Mateus 14:22).

A ordem não foi opcional. Ele sabia que uma tempestade surgiria, mas também sabia que essa tempestade revelaria algo que a calmaria não revelaria: quem Ele realmente é, e quem seus discípulos são n’Ele.

O texto diz:

“E logo obrigou Jesus os seus discípulos a entrar no barco, e ir adiante para o outro lado, enquanto despedia a multidão.” (Mt 14:22)
“E o barco já estava no meio do mar, açoitado pelas ondas, porque o vento era contrário.” (Mt 14:24)

A vida cristã é marcada por ventos contrários.

E Deus não nos isenta deles.

Mas Ele usa cada tempestade como um ambiente pedagógico — onde aprendemos fé, confiança e esperança.

A mensagem quer despertar sua fé para enfrentar os desafios que possam chegar.

1. Jesus nos envia para lugares onde a fé amadurece (Mt 14:22–23)

1. Jesus “obriga” os discípulos a entrar no barco porque há milagres que só acontecem quando obedecemos sem entender.
2. Ele sobe ao monte para orar: antes de nos ver lutando nas águas, Ele nos vê em oração.
3. O envio nem sempre é para cenários de paz, mas sempre para lugares onde Ele se revela mais profundamente.
4. O Senhor nos coloca em trajetórias que nos preparam para o que viveremos no novo ano.
5. A fé não cresce apenas em cultos e celebrações, mas nos ambientes difíceis que Deus permite.

ILUSTRAÇÃO BÍBLICA 1 – Elias no Querite (1 Reis 17:2–7).

Deus envia Elias para um ribeiro que iria secar — porque a fé amadurece onde parece que tudo está diminuindo. Assim como Elias aprendeu no lugar que secou, os discípulos aprenderiam no mar agitado.

 

2. O vento contrário não é sinal da ausência de Deus (Mt 14:24–25)

1. O texto diz: “o vento era contrário” – mas Cristo estava a caminho.
2. O mar estava revolto, mas nada foge ao controle do Deus que fez o mar.
3. A madrugada escura dos discípulos não impediu Jesus de enxergá-los.
4. O fato de algo parecer difícil não significa que Deus nos abandonou.
5. No fim do ano, muitos ficam dispersos, cansados, esgotados — mas é justamente nessa hora que Cristo se aproxima.

ILUSTRAÇÃO BÍBLICA 2 – Hagar no deserto (Gênesis 16:13).

Ela pensou que estava sozinha, mas Deus a viu e a chamou pelo nome.
Assim também, Deus vê sua tempestade e está caminhando em sua direção.

3. Quando Jesus se aproxima, Ele sempre confronta nossos medos com Sua verdade (Mt 14:26–27)

1. Os discípulos acham que Jesus é um “fantasma”: quando o medo domina, a percepção se distorce.
2. O primeiro milagre aqui não é Pedro andar sobre as águas: é Jesus falar “Tende bom ânimo, sou eu; não temais.” (Mt 14:27).
3. O medo é alimentado pelo que sentimos, a fé é alimentada pelo que ouvimos.
4. Jesus não aumenta a tempestade, Ele aumenta a fé — por meio da Sua voz.
5. Para entrar no novo ano, precisamos substituir a voz do medo pela voz de Cristo.

ILUSTRAÇÃO BÍBLICA 3 – Gideão no lagar (Juízes 6:11–16).

Gideão temia os midianitas, mas Deus o chama de “varão valoroso”.
Cristo faz o mesmo com os discípulos: confronta o medo chamando-os pelo que Ele vê, não pelo que eles sentem.

4. A fé de Pedro revela que milagres acontecem quando olhamos para Jesus, não para as ondas (Mt 14:28–31)

1. Pedro diz: “Senhor, se és tu, manda-me ir ter contigo por cima das águas.” (Mt 14:28)
A fé verdadeira sempre responde a um chamado de Cristo.
2. Jesus diz: “Vem.” – um convite que atravessa a tempestade.
3. Enquanto Pedro olha para Jesus, ele vence o impossível.
4. Quando olha para o vento, começa a afundar — exatamente o que acontece quando tiramos os olhos de Cristo.
5. Mesmo quando afundamos, Jesus estende a mão imediatamente — Ele não abandona quem tentou andar pela fé.

5. Quando Cristo entra no barco, tudo muda (Mt 14:32–36)

1.Quando subiram para o barco, o vento se aquietou.” (v.32)
A paz sempre entra com Jesus.
2. Os discípulos O adoram dizendo: “És verdadeiramente o Filho de Deus.” (v.33)
A tempestade termina em adoração.
3. No outro lado do mar, eles encontram enfermos que são curados ao tocar na orla de Jesus (v.35–36).
4. Toda tempestade superada nos prepara para restaurar outros.
5. Um novo ano se aproxima: quem cruza o mar com Jesus chega do outro lado com propósito renovado, fé fortalecida e esperança viva.

CONCLUSÃO – Convite à Vida de Fé

Este texto nos mostra três verdades profundas:

  • Jesus nos envia, mas nunca nos abandona.
  • A tempestade é real, mas Cristo está acima dela.
  • A fé nos faz caminhar, mesmo quando o vento é contrário.

Talvez você entrou hoje aqui cansado, perdido, com medo, sentindo-se como aquele barco no meio do mar…
Mas Jesus está se aproximando e dizendo:

“Coragem, sou Eu; não tenha medo.”

Ele quer entrar no seu barco neste final de ano.
Ele quer atravessar com você para o outro lado.
Ele quer renovar sua fé, sua esperança, seu ânimo.
Ele quer transformar o seu novo ano em um ano de confiança n’Ele.

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quarta-feira, 12 de novembro de 2025

Firmados na Rocha Inabalável

 


Texto base: Isaías 28:16
“Portanto, assim diz o Senhor Deus: Eis que eu assentei em Sião uma pedra, uma pedra já provada, pedra preciosa de esquina, que está bem firme e fundada; aquele que crer não se apresse.”

1. A pedra colocada por Deus – A base segura da fé

Isaías fala de uma pedra que Deus mesmo colocou em Sião — uma pedra provada, preciosa e firme. Essa pedra não é algo simbólico apenas; ela representa Cristo, o alicerce da nossa fé (1 Pe 2:6).
Enquanto o povo de Israel confiava em alianças humanas e estratégias políticas para se proteger, Deus declarava: “Eu é que estabeleço a base segura”.
É como uma casa construída sobre a rocha — o vento pode soprar, a chuva pode cair, mas a estrutura não desaba (Mt 7:24–25).
Aplicação: quando colocamos nossa confiança em pessoas, dinheiro ou sucesso, construímos sobre areia. Mas quando firmamos nossa vida em Cristo, nada nos abala.

2. A pedra provada – Cristo que venceu por nós

Deus não colocou qualquer pedra em Sião. Ele colocou uma pedra provada — testada, aprovada, capaz de suportar peso e pressão.
Jesus foi provado em tudo, mas sem pecado (Hb 4:15). Foi tentado, rejeitado, humilhado e crucificado — e ainda assim permaneceu fiel.
Ele sabe o que é dor, rejeição e angústia. Por isso, quando passamos por provações, podemos confiar que Ele entende o que sentimos e sustenta o que vivemos.
Aplicação: A fidelidade a Deus é testada nas tempestades. Mas é nelas que descobrimos que Cristo é suficiente e que Sua graça é mais forte do que nossas fraquezas.

3. A pedra preciosa – O valor de Cristo em nossa vida

Isaías diz que essa pedra é preciosa. Em tempos de idolatria e superficialidade, Deus nos convida a enxergar o valor real de Jesus.
Muitos valorizam o que passa — status, aparência, poder — e desprezam o que é eterno. Mas quem conhece a Cristo descobre um tesouro que não pode ser roubado.
É como o comerciante que vendeu tudo para comprar a pérola de grande valor (Mt 13:45–46).
Aplicação: Ser fiel a Deus é reconhecer que nada neste mundo é mais valioso do que a presença de Jesus. Ele é o centro, o fundamento e o propósito da nossa existência.

4. A pedra de esquina – Aquele que alinha todas as coisas

Na construção antiga, a pedra de esquina era o ponto de referência que mantinha as paredes alinhadas. Se essa pedra fosse colocada fora de prumo, toda a construção ficava torta.
Cristo é essa pedra de esquina que alinha nossa vida, corrige nosso caráter e orienta nossas decisões.
Quando Ele está no centro, tudo encontra harmonia — o casamento, a família, o ministério, o trabalho.
Aplicação: Quando você se sente perdido ou desalinhado, olhe para Cristo. Ele é o prumo que endireita nossas motivações e renova nosso ânimo para seguir com fidelidade.

5. “O que crer não se apresse” – A serenidade da fé

O texto termina dizendo: “Aquele que crer não se apresse.”
Crer em Deus é também esperar o tempo certo. A pressa é inimiga da confiança.
Quem crê de verdade, descansa — porque sabe que Deus nunca atrasa, apenas age no momento perfeito.
Aplicação: Quando o desânimo vier, quando parecer que nada acontece, lembre-se: o mesmo Deus que colocou a pedra, sustenta a casa. Tenha calma. A fidelidade é recompensada no tempo certo.

🕊️ Oração

Senhor, Tu és a pedra firme da minha vida. Ensina-me a confiar em Ti com paciência e fé.
Quando as tempestades vierem, ajuda-me a permanecer firmado em Tua Palavra.
Que eu não construa sobre a areia da ansiedade, mas sobre a rocha da Tua fidelidade.
Alinha o meu coração, os meus caminhos e os meus relacionamentos segundo o Teu prumo.
Eu Te reconheço como minha pedra preciosa, meu alicerce e minha esperança.
Em nome de Jesus, amém.

🕊️ Mensagem final:
Quando tudo parecer instável, lembre-se — a rocha permanece a mesma.
Cristo não muda, e quem está firmado nEle também não cai.

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sexta-feira, 26 de setembro de 2025

O Poder da Intercessão e da Unidade


 


 

Texto Base:

“E rogo-vos, irmãos, por nosso Senhor Jesus Cristo e pelo amor do Espírito, que combatais comigo nas vossas orações por mim a Deus; para que eu seja livre dos rebeldes que estão na Judeia, e que este meu serviço, que em Jerusalém faço, seja aceito pelos santos.” (Romanos 15:30-31)

 

1. O pedido humilde de Paulo 

Paulo, o grande apóstolo, pede orações. Isso nos mostra que ninguém é tão maduro espiritualmente a ponto de não precisar do apoio dos irmãos.

Ele não pede bens materiais, nem fama, mas intercessão. Esse gesto revela sua dependência de Deus e sua confiança no poder da oração coletiva.

Se Paulo precisava das orações da igreja, quanto mais nós precisamos! Não é fraqueza pedir oração; é maturidade.

2. A base da intercessão: Cristo e o Espírito

Paulo roga “por nosso Senhor Jesus Cristo e pelo amor do Espírito”.

Aqui está a fonte da unidade: Jesus é o motivo da oração, e o Espírito é quem derrama o amor que nos une em intercessão.

Orar uns pelos outros não é apenas uma prática religiosa, é fruto do amor derramado pelo Espírito.

 Assim como os tijolos só se sustentam firmes quando unidos pelo cimento, a igreja só é forte quando unida pela oração em amor.

3. O combate invisível da oração

Paulo usa uma palavra forte: “combatais comigo nas vossas orações”. Orar não é apenas falar, é lutar.

Na oração intercessora, entramos em uma batalha espiritual contra resistências, oposições e forças que querem impedir o avanço do Evangelho.

Exemplo bíblico: Daniel orou 21 dias até que o anjo trouxe a resposta, revelando que havia resistência espiritual no caminho (Dn 10:12-13).

4. Os dois pedidos de Paulo

Paulo apresenta dois motivos de oração:

Proteção contra os rebeldes na Judeia – ele reconhece que sua vida estava em perigo.

Aceitação de seu serviço em Jerusalém – ele queria que a oferta para os pobres fosse recebida de bom grado.

Isso mostra que oração não é apenas espiritual no sentido abstrato; ela toca em questões práticas: proteção, relacionamentos, aceitação, provisão.

5. O fruto da intercessão: vitória compartilhada

Paulo não buscava apenas segurança pessoal, mas que o nome de Cristo fosse glorificado. Quando intercedemos, os frutos da oração não são só nossos, mas de toda a comunidade.

A vitória de um irmão é também a vitória da igreja.

Reflexão final: Orar uns pelos outros não é um detalhe da vida cristã, é parte essencial da caminhada. A intercessão cria laços, fortalece corações e abre caminhos onde sozinhos não conseguiríamos passar.

No amor de Cristo.

Pastor Flávio Neres

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sábado, 23 de agosto de 2025

Quando Deus Parece Silenciar

 

📖 Texto base: Salmo 28:1


Introdução

Davi abre o Salmo com um clamor profundo: “A ti clamarei, Senhor, rocha minha; não emudeças para comigo...”.
Aqui, vemos o coração de um homem que conhecia a presença de Deus, mas que também experimentava momentos de aparente silêncio. Esse silêncio era tão assustador para Davi, que ele o comparou à morte — “se te calares, eu serei como os que descem à cova”.

Esse versículo é um retrato do que todos nós enfrentamos: dias em que oramos, mas parece que o céu está em silêncio. Dias em que pedimos direção, mas não ouvimos resposta. Como lidar com esse silêncio sem perder a fé?


1. O Silêncio de Deus não é ausência, é processo

Davi chama o Senhor de “Rocha”. Isso já nos mostra que, mesmo no silêncio, ele reconhecia a firmeza e a presença de Deus.

  • A rocha pode estar encoberta pelas águas, mas continua lá.
  • Assim também Deus: mesmo que o vejamos menos em determinados momentos, Ele não se moveu.

📌 Aplicação: Quando parece que Deus está calado, Ele não deixou de ser Deus, nem deixou de cuidar de nós. O silêncio é parte do processo de amadurecimento espiritual.


2. O Silêncio é um convite à profundidade

Davi diz: “não emudeças para comigo”. Esse clamor revela que o silêncio não o afastou, mas o empurrou para mais perto de Deus.

  • O silêncio não é rejeição, é convite.
  • Assim como uma mãe que observa o filho tentar andar sem segurá-lo o tempo todo, Deus também permite que enfrentemos momentos em que não sentimos Sua voz clara, para aprendermos a caminhar pela fé.

📌 Aplicação: O silêncio de Deus nos ensina a depender não só de sinais visíveis, mas da confiança no caráter d’Ele.


3. O perigo de interpretar mal o silêncio

Davi temia: “se te calares, eu serei como os que descem à cova”.
Aqui está a luta do coração humano: interpretar o silêncio como abandono.

  • O diabo sussurra: “Deus não te ouve mais”.
  • Nossa mente diz: “Talvez Ele desistiu de mim”.
  • Mas a verdade é que Deus trabalha em silêncio.

📖 Lembre de José no Egito: parecia esquecido na prisão, mas Deus estava escrevendo a sua exaltação.
📖 Lembre de Jesus no sábado sepultado: o céu parecia calado, mas o Pai já preparava a ressurreição.

📌 Aplicação: Quando não entendemos o silêncio, precisamos lembrar que Deus não é inativo, Ele está trabalhando no invisível.


4. O silêncio como preparação para uma resposta maior

Davi não ficou sem resposta. Logo nos versículos seguintes do mesmo Salmo, ele testemunha: “Bendito seja o Senhor, porque ouviu a voz das minhas súplicas” (v.6).
O silêncio foi temporário. A resposta chegou, e foi tão marcante que Davi não pôde deixar de registrar.

Analogias:

  • Como o agricultor que semeia e espera em silêncio até que a terra produza.
  • Como uma carta enviada que demora para chegar, mas quando vem, traz resposta certa.

📌 Aplicação: O silêncio de hoje pode ser o prelúdio da resposta de amanhã.


5. Como viver quando Deus parece estar calado?

  • Continuar clamando como Davi (“A ti clamarei”). Não pare de orar.
  • Lembrar quem Deus é (“Rocha minha”). Não deixe que as circunstâncias alterem sua visão do caráter d’Ele.
  • Esperar com confiança. O silêncio não é o fim, é transição.
  • Buscar maturidade. Crescemos mais nos desertos silenciosos do que nos vales cheios de água.

📌 Aplicação final: Quando Deus silencia, Ele não está longe. Ele está moldando nossa fé para que não seja infantil, mas sólida como a Rocha em quem confiamos.


Conclusão

Davi nos ensina que o silêncio de Deus não deve nos levar ao desespero, mas a um clamor mais profundo. Assim como a noite antecede o amanhecer, o silêncio antecede a resposta.
Se hoje parece que Deus está em silêncio sobre sua vida, lembre-se: Ele continua sendo sua Rocha. O silêncio não é ausência, é preparação.

👉 Confie: a voz de Deus virá no tempo certo, e quando vier, será clara, firme e transformadora.

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A Fé que Respira e Sustenta a Vida

  “Porque, assim como o corpo sem o espírito está morto, assim também a fé sem obras é morta.” – Tiago 2:26 DEVOCIONAL – A Fé que Respir...

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